Pastéis secos e pastéis oleosos

Giz de desenho e pastéis secos


Alguns grandes artistas do passado usaram no desenho certos tipos de giz, principalmente branco, a par da sanguínea, sépia e pedra negra. Era um material duro, constituído por pigmento em pó misturado com óleo ou cera. Fragonard (1732-1806) e Watteau (1684-1721) usaram este riscadores sobre papel colorido. Hoje em dia, é pouco usual e é feito a partir de talco mineral.

Existem actualmente materiais com características semelhantes, como o pastel seco. Este é constituído por pigmentos em pó, aglutinados numa mistura de resina ou cola e moldados em forma em forma de barra. Quanto mais cola tiver a mistura, mais duros e  menos brilhantes se tornam os pastéis.

Existem livros que explicam processos de fabricar em casa, de uma forma simples pastéis secos.

No decurso do desenho a pastel pode-se usar o esfuminho. No final os trabalhos têm que ser fixados com um spray apropriado.

Os pastéis têm uma paleta belíssima de tons suaves, muito atraente. As tonalidades pálidas de algumas cores especialmente as cores de carne devem-se à argila ou “branco de Espanha” que se mistura para os tornar mais opacos. Normalmente são caros devido à sua qualidade e à delicadeza da matéria prima.

Oferecem possibilidades enormes de tratamento plástico. Têm grande estabilidade cromática, misturam-se muito facilmente e produzem com espontaneidade trabalhos de uma suavidade muito particular. Não têm os inconvenientes dos materiais que necessitam de secar ou que exigem grandes preparações. Em França a partir de finais do séc. XVIII, este material entrou na moda, tendo sido empregue por centenas de artistas. Anteriormente Rosalba Carriera (1674-1757) usou-os com grande sabedoria e arte. Quentin de la Tour (1704-1788), também usou profusamente os pastéis registando todo o fausto e esplendor do período Rococó. Degas e Monet exploraram toda a suavidade e riqueza dos pastéis secos em obras notáveis.

Os pastéis secos têm apenas um inconveniente. Uma vez depositados no papel existe alguma dificuldade em apagar sem se deixar vestígios. Para desenhar com pastéis secos existem papéis apropriados embora se possa fazê-lo em qualquer um que se preste convenientemente à técnica. São muito usados papéis coloridos como por exemplo papel  “Ingres” e “Canson”. Cartões, telas, etc., podem ser preparados com receitas variadas à base de glicerina pura, caseína ou gelatina não animal de forma a oferecer um bom suporte para o pastel seco.

 

Pastéis de óleo

 


Semelhantes aos pastéis secos no seu aspecto, a sua constituição é no entanto diferente pois são fabricados com uma mistura de pigmento e óleo. Existem desde os anos 60. Tal como os pastéis secos têm a forma de pequenos sticks cilíndricos e vendem-se em caixas ou avulso numa grande variedade de cores e durezas. Aderem com facilidade ao papel e permitem misturas de cores que se depositam numa camada mais grossa e pastosa ou mais fina, conforme se pretender. São possíveis correcções no trabalho, raspando com um X-acto, retirando o pastel de determinada zona e cobrindo de novo com a cor pretendida. Prestam-se a ser aplicados “deitados” obtendo a deposição de uma maior quantidade de uma vez só e permitem misturas de tons pelas suas qualidades pastosas. É possível ainda no decurso do trabalho diluí-los e mistura-los com um pincel embebido em terebentina.

Quase todos os papéis são bons suportes, no entanto devem ter algum corpo (gramatura espessa), especialmente quando se usa a terebentina para os diluir.

Fonte  : http://desmat.no.sapo.pt/mit_pasteis.html

 

 

Auto-retrato com óculos - Chardin, Jean Baptiste

Auto-retrato com uma sombra nos olhos - Chardin, Jean Baptiste

Retrato de Madame Chardin - Chardin, Jean Baptiste